Desejamos o que é bom ou chamamos de bom aquilo que desejamos?
“Não desejamos uma coisa porque a julgamos boa; julgamo-la boa porque a desejamos.”— Baruch Espinosa
A frase de Baruch Espinosa inverte a ordem de duas ideias e provoca uma mudança considerável na maneira como pensamos nossas escolhas. Gostamos de imaginar que observamos o mundo, avaliamos aquilo que encontramos, reconhecemos o que é bom e, somente então, passamos a desejá-lo. Primeiro viria o julgamento e depois o desejo.
Espinosa desconfia dessa sequência.



